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Lag baÓmer

5784 / 2024

18 de Yiar  /  25-26 Maio

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História

Lag baÓmer é o 33º dia da Contagem do Ómer, feita entre Pessach e Shavuot.
Conta-se que, no séc. 1 ec, uma doença matou cerca de 24 mil discípulos de Rabi Akiva. A praga, dizem os antigos rabinos, era a maledicência. Lashon Hará, as más línguas, estavam matando. Mas no 33º dia da Contagem do Ómer as mortes cessaram.

Em Lag baÓmer também celebramos a Hilulá (aniversário de falecimento) de Rav Shimon bar Iochai, o Rashbi, sábio contemporâneo de Rabi Akiva, a quem é atribuída a autoria do Zôhar, uma das mais importantes obras de Kabalá. O Rashbi orientou seus seguidores que, no dia da sua morte, marcassem a data com alegria, estudos, cantos e dança.

Conta-se também que, enquanto Rashbi estava vivo, não apareciam arco-íris no céu. Embora o arco-íris representasse a promessa de Deus de jamais destruir o nosso mundo novamente, só a presença de Rashbi no mundo era garantia de que nada de mal nos iria acontecer.

Costumes

1. Fazer passeios ao ar livre.
2. Brincar de arco e flecha.
3. Dedicar-se a estudos e cantos de Torá e de textos místicos.
4. Acender fogueiras em memória de Rav Shimon bar Iochai e como símbolo da luz despertada pelos textos místicos revelados pelo grande sábio.
5. Encerrar o período de semiluto, permitindo a realização de casamentos e outros eventos festivos.

Em nossos tempos, Lag baÓmer representa a força, resiliência e coragem do povo judeu. Apesar dos desafios, do preconceito, do antissemitismo, a mudança de comportamento deve partir de nós, em favor da alegria, da paz, da conexão com Deus e da busca incessante por conhecimento. Não nos permitimos desistir da vida. Sempre voltamos dançar.

LAG BAÓMER SAMEACH!

Rabino Uri Lam

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